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Linha editorial

Acredito que você, meu caro leitor ou digníssima leitora, também esteja cansado(a) da crise política, moral e econômica que assola nossa gloriosa nação.

Meu livro de cabeceira foi, por muito tempo, “Brasil, um País do Futuro”, escrito pelo alemão Stefan Zweig há quase oitenta anos.

Zweig, por decorrência da Segunda Guerra Mundial, acabou se exilando em nosso país, onde viveu até seu trágico suicídio (motivado pela falta de esperança no futuro da Europa). Não é preciso ler toda sua obra para compreender seu amor e admiração pela nossa pátria, ele deixou isso claro em sua epístola final:

“Antes de deixar a vida por vontade própria e livre, com minha mente lúcida, imponho-me última obrigação; dar um carinhoso agradecimento a este maravilhoso país que é o Brasil, que me propiciou, a mim e a meu trabalho, tão gentil e hospitaleira guarida. A cada dia aprendi a amar este país mais e mais e em parte alguma poderia eu reconstruir minha vida, agora que o mundo de minha língua está perdido e o meu lar espiritual, a Europa, autodestruído. Depois de 60 anos são necessárias forças incomuns para começar tudo de novo. Aquelas que possuo foram exauridas nestes longos anos de desamparadas peregrinações. Assim, em boa hora e conduta ereta, achei melhor concluir uma vida na qual o labor intelectual foi a mais pura alegria e a liberdade pessoal o mais precioso bem sobre a Terra. Saúdo todos os meus amigos. Que lhes seja dado ver a aurora desta longa noite. Eu, demasiadamente impaciente, vou-me antes. Stefan Zweig”

Sempre fui um patriota. Ler a obra-prima de Zweig e conhecer sua história só reforçou essa minha característica (na época, eu ainda era um estudante universitário) e aumentou minha ânsia e revolta com o descaso dos nossos governantes.

Com o escândalo do mensalão passei a estudar sobre o Poder Moderador. Naquela altura acreditava que a única solução para o país seria voltar a ser uma monarquia constitucional.

Dom Pedro II foi um dos maiores líderes mundiais de seu tempo e é um dos maiores brasileiros de toda a história nacional.

Com o golpe republicano de 1.889, uma nação de renome passou a cair em desgraça para atender a interesses das elites econômicas. E isso permanece ainda hoje.

Entretanto, muito diferente de Dom Pedro I, Dom Pedro II e princesa Isabel, a família real hoje me parece um tanto quanto acomodada.

Em 1.993 houve um plebiscito para definir o sistema de governo brasileiro e eles pouco fizeram para tentar reimplantar a monarquia constitucional.

Mas, se nem a Casa Imperial de Orléans e Bragança parecia preocupada pela volta da monarquia, por que eu deveria lutar por isso?

Deixo aqui a ressalva aos feitos recentes do príncipe Dom Luiz Philippe, que foi o primeiro integrante da família real brasileira a ser eleito a um cargo político de destaque no governo nacional. Deveria ter sido candidato a governador do estado de São Paulo, mas, como poucos sabem, o PSL (assim como a grande maioria dos partidos, talvez todos eles) atendem aos próprios interesses, não aos interesses do país. O presidente eleito, infelizmente, não teve alternativa a não ser concorrer pelo PSL, que teve um grande retorno com isso.

Após me graduar e conseguir, com muito esforço, juntar quantia suficiente, realizei um sonho de infância: viajar pelo mundo.

Conheci diversos países e as mais diferentes pessoas. E acabei notando algo que passei a odiar, a tal “síndrome de vira-lata”.

Para dar um exemplo, em uma conversa com pessoas de diversas nacionalidades, todos ressaltavam apenas os pontos positivos de seus respectivos países, inclusive ucranianos (naquela altura havia estourado a Crise da Crimeia). Já alguns brasileiros destacavam os pontos negativos de nossa nação, sendo que um ou outro consideravam o Brasil o “pior lugar do mundo”.

Sigo o seguinte pensamento: “roupa suja se lava em casa”. Se o país tem problemas, que resolva e procure soluções sem exportar os fatos negativos, da mesma forma que quando uma família está em crise não fica gritando aos quatro cantos os problemas, procuram resolver, sem dar muito destaque a quem não tem a ver com a situação.

Percebi que isso se estendia: o cinema nacional gosta de retratar o lado ruim do Brasil, a imprensa destaca os fatos negativos, nossos heróis (Santos Dumont, Ruy Barbosa, Ayrton Senna, até mesmo Zico) são muito mais idolatrados no exterior do que no Brasil.

Falando em cinema (sou um consumidor voraz da sétima arte, como também da nona) entre os cem melhores filmes nacionais (segundo a Abraccine) estão: “O Bandido da Luz Vermelha” (que glorifica um assassino, ladrão e estuprador da vida real); “Cidade de Deus” (um ótimo filme, mas que expõe apenas pobreza e violência); Central do Brasil (outro excelente filme, mas também só destaca a penúria brasileira); os dois “Tropa de Elite” (José Padilha é sensacional, mas essas obras abordam tráfico, violência e corrupção); “Ônibus 174” (outro que glorifica um bandido); “Carandiru” (dramatização do massacre na penitenciária de Carandiru, ocorrido em 1.992). Fora da lista da Abraccine ainda menciono “Lula, o Filho do Brasil”, que conta a história e trata como herói o maior criminoso brasileiro de todos os tempos.

Não há nem sequer um único filme sobre Santos Dumont. Quando surge algo relevante e que foge do padrão (como o filme “O Doutrinador”, baseado no personagem de HQ criado por Luciano Cunha), além de não receber as benesses da “Lei Rouanet” não é nem divulgado pela mídia.

Conheci pessoas de outros países que SONHAM em visitar o Brasil, mas acreditam que aqui se mata em qualquer esquina. Exportamos apenas o nosso lado ruim, de maneira ampliada.

Não a toa nossa nação (quinto maior país do mundo, em território) recebe menos turistas estrangeiros do que a CIDADE de Miami, que possui menos habitantes do que muitas cidades interioranas do Brasil (sendo exemplos Ribeirão Preto, Uberlândia, Feira de Santana, Juiz de Fora e muitas outras).

A quem interessa tudo isso? Por que nosso país é atrasado? Qual o motivo dessa estagnação e desse sentimento despatriótico?

Em 2.015, o ministro do STF Gilmar Mendes deu a resposta em uma entrevista, de maneira clara, sincera e sem rodeios: a democracia brasileira é uma farsa. O Brasil é um estado cleptocrático e toda a estrutura de poder foi feita visando atender interesses escusos de governantes (e seus “companheiros”) e dar impressão de que vivemos em uma democracia.

Por algum motivo, ele não voltou a tocar no assunto. Mas a verdade havia sido dita. A corrupção estava instalada em todos os níveis e esferas de poder, como também na mídia tradicional.

Isso ficou mais claro ainda durante o período eleitoral de 2.018. Não só os políticos, mas também a imprensa, agia SUJO contra o candidato Jair Bolsonaro. Veículos renomados na mídia faziam o impossível para tentar manchar a imagem de Bolsonaro, o único presidenciável que representava risco ao estamento burocrático corrupto que, há várias décadas, domina o governo.

O Grupo Globo chegou ao cúmulo de tentar fazer Bolsonaro ser mal visto por não ter feito um recall em seu Toyota Corolla. Não mencionou nada sobre o fato de um deputado federal dirigir um sedã médio próprio com mais de cinco anos de uso, quando tinha direito de usar um carro oficial da frota de veículos da Câmara dos Deputados (veículos de luxo, substituídos regularmente e sempre mantidos impecavelmente limpos, tudo com dinheiro público).

Já a editora Abril teve acesso a TODO o processo de divórcio de Jair Bolsonaro (de maneira não ortodoxa, pois é um processo em segredo de justiça), pegou apenas alguns pontos da defesa de sua ex-esposa (cujo teor foi carregado de carga dramática, como bons advogados costumam fazer), distorceu tudo ao ponto de criar inverdades e não mencionou, por exemplo, que Jair Bolsonaro venceu o processo, inclusive ganhando a guarda do filho (a revista foi desmentida pela própria Cristina Bolsonaro, que ainda usa o nome de casada com ORGULHO).

Da mesma forma que não há, no país, partidos políticos de direita, também não existem veículos midiáticos de renome com tal viés.

Pelo contrário, se confirmou que muitos nem sequer têm respeito com a verdade, são parciais e cúmplices na inversão de valores que vivenciamos hoje.

Mas, assim como um novo governo, aos poucos vem surgindo uma nova mídia. Independente, preocupada em divulgar os fatos, corajosa e visando levar a verdade ao povo brasileiro.

Com isso, embora eu seja declaradamente de direita, entendo que nosso país ainda precisa de assistencialismo, mas devidamente direcionado e fiscalizado.

Acredito, por exemplo, ser necessárias quotas sociais e uma reforma no ensino público de base. Mas tem que ser tudo bem estudado, analisado e feito de maneira competente. 

Então, os princípios éticos que guiarão nossas publicações serão: patriotismo, anticorrupção e divulgação da VERDADE, doa a quem doer.

E contamos com sua ajuda para isso. Caso tenha alguma denúncia a fazer, entre em contato conosco. Faremos o possível para investigar a situação, expor a verdade e, se necessário, levar o caso para o Poder Judiciário.

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