política

E o PSL, presta?

Sejamos sinceros, a grande maioria dos brasileiros não vota mais em partidos. Vota nos candidatos.

Quer uma prova disso: Eleições de 2.010, Tiririca (!) concorrendo à vaga de deputado federal pela primeira vez (está indo para o terceiro mandato consecutivo).

Tiririca foi o candidato para o qual foram dirigidos os votos de protesto e dos eleitores cansados com a política.

Na urna eletrônica não dá mais para votar no macaco Tião ou no rinoceronte Cacareco.

Tiririca venceu sua primeira eleição com impressionantes 1.353.820 votos!

Mais votos do que tiveram, somados, macaco Tião e rinoceronte Cacareco (este último venceu a eleição, mas, pelas regras eleitorais vigentes na época, todos os votos foram considerados nulos, elegendo o segundo colocado, baita injustiça).

O que Tiririca fez de útil em seus mandatos? Bem… “uma imagem vale mais do que mil palavras”:

Captura de Tela (438)

Mas vai além. Existe uma coisa com a qual poucos brasileiros estão familiarizados: quociente eleitoral.

Resumidamente significa que, se um candidato a deputado federal (ou distrital, no caso do DF), deputado estadual ou vereador angariar votos suficientes, ajuda a eleger outros candidatos de seu partido ou coligação.

Trocando em miúdos, você vota em um e elege outro(s) por tabela.

Então, você que em 2.010 votou no Tiririca (candidato pelo PR), elegeu também Otoniel Lima (PRB), Protógenes Queiroz (PCdoB) e Vanderlei Siraque (PT).

O sistema eleitoral, portanto, não acompanha a realidade da população.

Candidatura independente, como é objeto da PEC 350/2017 e o fim do quociente eleitoral colocariam a disputa política mais alinhada à realidade atual dos eleitores brasileiros.

Bolsonaro, para ser candidato à presidência da república, teve que fazer malabarismos, trocando de partido.

No final, parecia tudo certo. Bolsonaro acertou com o PEN (Partido Ecológico Nacional), que foi reformulado e se tornou o PATRIOTA.

O número do partido (51) foi, na época, inclusive alvo de piadas. Dizendo que até o Lula votaria no Bolsonaro achando que estaria pedindo uma dose.

Mas, não deu certo.

Por desacertos, Bolsonaro rompeu com o PATRIOTA e, sem alternativa, se candidatou por um partido nanico: PSL.

O PATRIOTA ainda lançou como candidato à presidência da república ninguém mais ninguém menos do que CABO DACIOLO, ex-psolista.

Poderia ter dado certo se tivessem escolhido alguém menos histriônico.

Ainda assim Daciolo, tendo gasto R$ 8.000,00 em sua campanha, teve mais votos que Henrique Meirelles (que “investiu” 20 MILHÕES do próprio bolso na campanha), Marina Silva, Álvaro Dias, Guilherme Boulos e outros.

Em 2.014 o PSL elegeu apenas um deputado federal. Hoje conta com nove (a diferença acompanhou Bolsonaro na troca de partido durante a janela partidária).

Agora, em 2.018, foram eleitos, do PSL, o presidente da república, 52 deputados federais, 8 senadores, 76 deputados estaduais ou distritais e 3 governadores de estado.

Um nanico se tornou um gigante.

E vocês acham mesmo que isso foi obra do PSL? O que o PSL fez?

Será que os oito segundos de tempo de TV foram suficientes para tal mudança no quadro do partido?

Fato é: as pessoas não votaram no PSL, votaram no Bolsonaro (ou em quem tinha ideais parecidos com os dele).

O trabalho do PSL foi abrir as portas para esse pessoal.

Um presidente conservador e que defende a redução do estado é filiado ao Partido Social Liberal!

Por que o PSL não lançou um candidato ao governo de São Paulo?

Por que apenas lançou apenas um candidato ao senado por São Paulo?

Por que desperdiçaram o potencial de Janaína Paschoal que foi eleita deputada estadual (mesmo tendo sido a deputada mais bem votada na HISTÓRIA, considerando homens e mulheres em todas as esferas)?

Sim, existem “respostas oficiais” para essas indagações.

Entretanto, tais respostas me convencem tanto quanto a “resposta oficial” de que o incidente em Varginha foi ocasionado, na verdade, pelo mudinho cagando no mato.

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Não me entendam mal.

Confiei meu voto em Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Gil Diniz e confio neles (mas fiscalizarei sempre, não tenho político de estimação).

Mas não confio no Major Olímpio, no qual votei apenas para não dar chance a candidatos do PT ou PSDB. Tenho motivos para isso, talvez os exponha algum dia.

Para governador, nem essa escolha tive.

No primeiro turno votei em Rodrigo Tavares. No segundo turno tivemos embate entre Doria e França (difícil escolher o “menos pior”).

Já estamos trabalhando visando a queda de Doria, preferencialmente por impedimento (e o ex-prefake parece que ADORA dar motivo para isso, sempre surge uma ação de improbidade administrativa nova).

Ou podemos dar a sorte dele abandonar o mandato de governador logo no início, como fez enquanto prefeito de São Paulo.

Só por ser do DEM, Rodrigo Garcia já seria um governador muito melhor que Doria.

Lembrando que PSL apoiou Marina Silva em 2.014.

Marina Silva concorreu pelo PSB após a tragédia (oportuna para muitos) que vitimou Eduardo Campos.

Grande parte do PSB não apoiou Marina Silva na época, mas o PSL apoiou.

Então, respondendo a pergunta feita no título: na minha opinião o PSL não presta, é mais um partido cuja ideologia vai contra minhas visões e deixou de ser nanico por influência de Bolsonaro.

O partido ganhou muito mais do que ofereceu. Não tinha quase nada a perder e hoje é uma das maiores bancadas.

Foi quase como fazer um jogo na loteria e ganhar.

Como disse acima, a maioria das pessoas não vota mais em partidos.

Apenas espero que, com os novos integrantes, o PSL seja reformulado e passe a ser um partido que represente, de fato, a direita.

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